segunda-feira, 20 de abril de 2015

Respeito à Vida, Respeito ao Alheio - educação que urge


Prêmios têm o mérito de chamar a atenção do público para esforços empreendidos bem sucedidos. O prêmio Prefeito Nota 10 - que visa identificar a rede municipal de ensino com o melhor desempenho na Prova Brasil - agraciou o dirigente da cidade de Brejo Santo, o médico Guilherme Sampaio Landim. Essa vitória foi divulgada no programa de rádio 'A Voz do Brasil' (eu ouvi!) e também na mais recente edição da Revista Veja - de 22 de abril de 2015.

Eis um momento de celebração para os cearenses, e o caso de se perguntar: qual foi a receita para esse avanço? Simples, conforme relatado na matéria da revista: foco na qualidade do ensino, valorização dos professores e acompanhamento dos estudantes.

O fato de uma pequena cidade - de pouco menos de 50.000 habitantes - se tornar destaque nacional, na área de educação, serve como um grande estímulo para todos os brasileiros. Ainda que estejamos cercados de tantos desafios e carências - educação, saúde, segurança etc. - se houver um trabalho árduo com ênfase nos valores certos, há de haver um resultado compensador.

E é esse resultado compensador que é almejado nessa postagem.

Estamos em um momento crítico de dimensões mundiais. De tanta violência e barbárie ocorrendo no globo terrestre, alguns perdem o foco e a esperança, e de forma egoísta e dramática, põem fim a sua vida e também a de outros. Foi isso o que ocorreu, no dia 24 de março de 2015, com o piloto Andreas Lubitz no voo 4U 9525 da Germanwings. Tanto esse copiloto de 28 anos poderia fazer para melhorar o mundo, mas em virtude da sua depressão, levou consigo à morte outros 6 tripulantes e 144 passageiros.

Bem se vê que a juventude de hoje está muito desorientada. Valores essenciais como respeito à vida, respeito ao alheio, encorajamento dos laços familiares - dentre outros - têm sido negligenciados. Com certeza, os pais - que em tese são os principais educadores - são os mais responsáveis. Mas já que estamos lidando com uma realidade econômica difícil, na qual ambos genitores se vêem obrigados a trabalhar fora para prover o lar, é preciso que outros membros da comunidade 'arregacem as mangas' e tomem iniciativas para minimizar os danos. Nesse ponto, as escolas e os educadores podem exercer um papel fundamental!

A seguir, um plano de ação que pode ser aprimorado diante da realidade de cada escola.

1) Resgate das aulas semanais de 'Moral e Cívica'
No primário e no ensino médio, tive algumas aulas de 'Moral e Cívica'. Eram aulas que discutiam cidadania, boas maneiras, respeito às autoridades e temas afins. Lamentavelmente percebi que à medida que os anos letivos avançavam em direção aos exames de ingresso nas universidades, tais disciplinas deixavam de existir - se me recordo bem, a partir da 7a. série do ginásio. Muito lamentável a subtração dessa disciplina! Justamente na época que o jovem começa a ter algumas liberdades, e a atuar de forma mais presente em seus círculos sociais, algumas orientações que talvez seus pais/cuidadores não têm a ideia de lhes transmitirem, a escola poderia oferecer. Seria muito útil que essa disciplina fosse adotada - e prestigiada - até os últimos anos do segundo grau.


2) Planejamento detalhado do conteúdo das aulas semanais de 'Moral e Cívica'
Uma sociedade sólida se constrói com valores essenciais, profundamente enraizados em cada cidadão. E nisso, como já foi dito, as escolas podem e devem atuar. As aulas de 'Moral e Cívica' poderiam trazer tópicos como:

EU E O MEU CARÁTER
A escolha de dizer a verdade
A escolha da honestidade
A escolha da solidariedade
A hora de dizer 'não' (bullying, violência, formas de assédio etc.)
Boas maneiras: por favor, com licença, obrigado, desculpas
Comunicação verbal e não verbal
Empatia
Escuta inteligente de críticas
Discordar com respeito

EU E O MEU CONTEXTO FAMILIAR
Respeito aos responsáveis pelo meu lar
Respeito aos irmãos/membros mais novos do meu lar
Afazeres domésticos

EU E A MINHA ESCOLA
Busca de orientação
Escolha dos amigos
Respeito aos diretores e professores
Respeito aos colegas
Respeito às regras de conduta
Respeito aos horários

EU E A SOCIEDADE
As consequências do vandalismo
O respeito às autoridades
O respeito à Polícia
O respeito ao meio ambiente
Os riscos do álcool
Os riscos das drogas
Os riscos do sexo precoce
O amor e a paixão

EU E O MEU FUTURO
A importância dos estudos
As oportunidades que eu tenho
Foco e trabalho árduo
Prosperidade com ética

Nesse ínterim, vejo uma grande vantagem nas escolas confessionais que ensinam o temor de Deus e a crença no Senhor Jesus Cristo, tendo a Bíblia como base. Uma mente em formação que assume a ideia de um Deus amoroso e justo com certeza tenderá a respeitar mais a criação e as criaturas dEle: todos os seres humanos.


3) Eleição dos professores mais cativantes para ministrar as aulas de "Moral e Cívica"
Professores que se identificassem com essa proposta disporiam seus nomes e os alunos poderiam fazer uma eleição. Os escolhidos - aqueles mais carismáticos, cujas aulas são julgadas as mais empolgantes - deveriam ser os ministradores das aulas de "Moral e Cívica". Essa seria uma disciplina destaque para as escolas, pois lidaria com a formação integral do aluno em termos de caráter e papel social. Portanto, seus ministradores mereceriam algum tipo de bônus financeiro por assumir uma disciplina de importância fundamental.
Estamos em um momento que não deve dar espaço para vaidades e invejas. Os demais colegas professores que foram preteridos pelos alunos devem banir qualquer tentação de desejo para esse projeto não avançar. Pelo contrário: havendo uma oportunidade propícia, deve reforçar os conteúdos ministrados na disciplina de 'Moral e Cívica'. O foco das escolas deveria ser uma educação integralizada nas questões de caráter e escolhas cidadãs dos jovens. Lembremos que toda a sociedade ganhará com a aplicação desses conceitos educadores - os jovens de hoje serão os cidadãos de amanhã, aqueles que poderão escolher profissões honestas ao invés de cometer crimes, aqueles que como prefeitos, governadores ou presidentes terão poder para melhorar a qualidade de vida de todos!
E sobre as músicas tocadas na escola, por que não educar o gosto musical dos alunos? Tantas composições que promovem padrões discutíveis de respeito às mulheres e às autoridades... É preciso, sim, privilegiar obras que estimulem a inteligência como as obras clássicas e outras.


4) Planejamento mais criterioso para os acolhimentos e as festividades promovidas pela escola
Nos países de primeiro mundos, em muitas escolas não é perdida nenhuma oportunidade de aprendizado. Até momentos de descontração são aproveitados para finalidades pedagógicas. É muito triste testemunhar alguns tipos de acolhimento em certas instituições privadas: professores e alunos constrangidos ao som de músicas populares que incitam - ou na letra ou no ritmo - alguns lances de rebolado. Como esse valioso momento poderia ser aproveitado para objetivos mais nobres! Um pai de aluno poderia ser convidado para falar de sua profissão. Os alunos poderiam demonstrar algum trabalho artístico que tenha sido produzido por eles etc. Ainda que exija mais criatividade e planejamento, opções mais educativas sempre valerão o esforço.


5) Cultivar a solidariedade nos alunos dando o primeiro exemplo
Algumas escolas já o fazem e merecem congratulações: o estabelecimento de parcerias com instituições filantrópicas visando contribuições periódicas, tanto da parte da escola como também dos alunos. Fazer, por exemplo, 'O dia da doação do brinquedo usado', no qual os itens poderiam ser direcionados para a Associação Peter Pan.


Os educadores têm uma posição privilegiada: o acesso às mentes em formação pode trazer benefícios que transcendem as fronteiras do país. A alagoana Larissa Maranhão desejava muito estudar em Harvard. Tentou uma vez e não conseguiu. Aprimorou seu currículo com uma ajuda humanitária na Índia, e após esse esforço, foi admitida na renomada universidade. Na matéria do UOL Educação essa história tem mais detalhes, mas a aplicação que fica é: uma educação voltada a valorizar a vida e a respeitar o próximo - e seus pertences - tem desdobramentos imprevisíveis, e pequenas mentes bem orientadas podem fazer muito para melhorar o mundo! Nisso eu acredito, e por isso desejo que outros abracem essa causa também!!


Karen Rachel
Crente no Senhor Jesus desde 1982, esposa, mãe, administradora - de formação e profissão - e gestora dos blogs Repare Nisso e Tips n Friends. Esses espaços virtuais abordam temáticas cristãs, orientações diversas e generalidades.


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